Operação da Polícia Federal investiga corrupção no Ministério de Agricultura em SC

A Polícia Federal realiza nesta terça-feira (16) uma operação para combater a corrupção na Superintendência do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) em Santa Catarina. São apuradas irregularidades relacionadas à proteção ilícita de empresas do ramo alimentício, além da perseguição a servidores com atuação na área de fiscalização, que sofriam instauração de procedimentos disciplinares e remoções infundadas.

Segundo a PF, a investigação acontece há nove meses e aprofundou-se no setor de pescados da região do Vale do Itajaí, onde foram obtidos documentos que indicam a proteção ilícita de duas grandes empresas contra a implantação de medidas cautelares determinadas pelo Dipoa (Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal), do Mapa, em Brasília.

Foi verificado que estas e outras empresas introduziram no mercado pescados importados da China das espécies Panga, Merluza e Polaca do Alasca que estavam adulterados quimicamente por meio de oversoaking. Esses alimentos recebiam água e substâncias químicas para elevar o peso dos pescados.

A suspeita é de que as importações dos pescados eram desviadas por entrepostos frigoríficos de Itajaí, não relacionados à área de pescados, para que, sem a reinspeção adequada, ingressassem mais facilmente no país.

A operação, denominada FUGU, conta com 110 policiais federais, além de fiscais indicados pelo Mapa de Brasília. São cumpridos 37 mandados judiciais, sendo 20 de busca e apreensão, 12 de busca pessoal e cinco de suspensão cautelar do exercício das funções públicas em Florianópolis, São José, Balneário Camboriú, Itajaí, Navegantes, Blumenau e Jaraguá do Sul.

Conforme a PF, entre os servidores afastados estão ocupantes de cargos de direção e gestão na unidade do Mapa em Santa Catarina. Os nomes não foram divulgados.

As investigações prosseguem com 16 pessoas já indiciadas em crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, prevaricação, importação, venda e entrega de produto alimentício adulterado/falsificado/alterado destinado a consumo, crimes contra o direito do consumidor, denunciação caluniosa, constrangimento ilegal, ameaça e falso testemunho.

Mais detalhes sobre a operação serão repassados ainda durante a manhã em uma coletiva na delegacia de Polícia Federal em Itajaí.

 

Fonte: Notícias do dia  – Grupo RI

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