Manufatura Avançada, também conhecida com Indústria 4.0, refere-se à 4ª revolução industrial, caracterizada pela integração e o controle remotos da produção, a partir de sensores e equipamentos conectados em rede (sistemas de automação associados a sistemas ciberfísicos). Será o tema do 6º Painel de Cases de Gestão realizado pelo núcleo de Gestão Empresarial da ACIJ, que acontecerá no dia 11 de julho em Joinville e reunirá renomados CEOs, principalmente da Região Norte de SC. A Conformità possui um núcleo de estudos e desenvolvimento de soluções de compliance focado na manufatura avançada, e será patrocinadora deste excelente evento.

 

Sobre a Indústria 4.0

O tema manufatura avançada (ou Indústria 4.0) refere-se à 4ª revolução industrial, caracterizada pela integração e o controle remotos da produção, a partir de sensores e equipamentos conectados em rede (sistemas de automação associados a sistemas ciberfísicos).

Nessas indústrias inteligentes, linhas de montagem e produtos “conversam” ao longo do processo de fabricação e de produção. Unidades em diferentes lugares também trocam informações de forma instantânea sobre compras e estoques. Segundo um estudo da consultoria americana Gartner em Amberg, a expectativa é que num futuro tecnológico próximo, sem a interferência de funcionários, máquinas fabricarão continuamente e sob medida (com um baixíssimo índice de defeitos) diferentes componentes encomendados pelo sistema logístico.

O cruzamento de informações possibilita conectar o pedido de compra, a produção e a distribuição, não dependendo apenas de pessoas para tomada de decisões, exigindo novas formas de gestão e engenharia em toda a cadeia produtiva.

Este momento tecnológico é fruto da combinação de três aspectos: a) o avanço contínuo da capacidade dos computadores e das interfaces software-usuário; b) da digitalização da informação (desde a concepção dos produtos, passando por testes com materiais, protótipos e leiautes, até a organização da linha de produção e dos respectivos estoques fabris); e c) das novas estratégias de inovação, que são impulsionadas pela integração dessas tecnologias supracitadas com as tecnologias mecânicas e eletrônicas.

Neste cenário de indústria avançada, são consideradas tecnologias direcionadoras de ações:

  1. robótica colaborativa;
  2. transportes autônomos;
  3. inteligência artificial;
  4. tecnologia móvel;
  5. cloud computing;
  6. big data;
  7. crowdsourcing;
  8. novas fontes de energia;
  9. internet das coisas;
  10. manufatura aditiva;
  11. nanotecnologia;
  12. biotecnologia e genética;
  13. novos materiais; etc.

Essas tecnologias combinadas geram conjuntos de oportunidades de manufatura competitiva sem precedentes. A expectativa é que até 2025, os processos relacionados à Manufatura Avançada poderão: (i) reduzir custos de manutenção de equipamentos (10% a 40%); (ii) reduzir o consumo de energia (10% a 20%) e (iii) aumentar a eficiência do trabalho (10% a 25%) (MCKINSEY, 2016).

Considerando que essa nova revolução industrial está alterando a competição empresarial global através de sistemas avançados de manufatura, o País e as empresas brasileiras necessitam se adaptar a essa revolução já em curso. Tais transformações configuram o espaço natural para uma política de inovação e de competitividade.

FONTE: MDIC

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